Orçamento de 2027 projeta alta de 19,1% na arrecadação sobre consumo
De R$ 630,2 bi (2026) para R$ 750,4 bi (2027)
+ R$ 120,2 bilhões
Mesmo descontada a inflação, a expectativa de incremento na arrecadação é de 14,9%
Quando comparamos com 2025 (ano fechado) estamos falando de +28,1% (R$ 585,8 bi → R$ 750,4 bi)
De onde vem parte dessa diferença?
A regra da relação da arrecadação versus PIB mudou, conforme a regulamentação da reforma. Em vez da média 2024–2025 (4,6% do PIB), passou a valer a média 2012–2021 (5,1% do PIB)
Isso, sozinho, já eleva a estimativa de carga tributária antes de qualquer discussão sobre alíquota
Além disso, as alíquotas de CBS e Imposto Seletivo AINDA NÃO foram fixadas pelo TCU
A projeção de receita para 2027 já aparece na PLOA, enquanto o processo de definição das alíquotas de referência ainda está em andamento.
Quem sente o efeito?
Base ampliada + carga calculada por média histórica maior + deflator otimista (5,44%)
No varejo, o efeito da transição pode aparecer tanto nos preços ao consumidor quanto nas margens das empresas.
Fonte: PLOA 2027 e análises de mercado. A metodologia consolidada da projeção não consta, até o momento, de publicação isolada do governo.
A neutralidade da reforma será igual para todos?
O impacto da transição dependerá da composição da carga, do setor e da estrutura de cada negócio.
Acompanhar a transição exige olhar para além da alíquota.
Leia mais conteúdos