Tá na mídia e conteúdos

REFORMA TRIBUTÁRIA "NEUTRA"?

15 / 09 / 26

Orçamento de 2027 projeta alta de 19,1% na arrecadação sobre consumo 

De R$ 630,2 bi (2026) para R$ 750,4 bi (2027)  

+ R$ 120,2 bilhões  

  • CBS: R$ 636,8 bi 
  •  Imposto Seletivo: R$ 42 bi 
  •  Resíduo de PIS/Cofins/IPI: 71,6 

Mesmo descontada a inflação, a expectativa de incremento na arrecadação é de 14,9%  

Quando comparamos com 2025 (ano fechado) estamos falando de +28,1% (R$ 585,8 bi → R$ 750,4 bi) 

De onde vem parte dessa diferença?  

A regra da relação da arrecadação versus PIB mudou, conforme a regulamentação da reforma. Em vez da média 2024–2025 (4,6% do PIB), passou a valer a média 2012–2021 (5,1% do PIB) 

Isso, sozinho, já eleva a estimativa de carga tributária antes de qualquer discussão sobre alíquota 

Além disso, as alíquotas de CBS e Imposto Seletivo AINDA NÃO foram fixadas pelo TCU 

A projeção de receita para 2027 já aparece na PLOA, enquanto o processo de definição das alíquotas de referência ainda está em andamento. 

Quem sente o efeito? 

Base ampliada + carga calculada por média histórica maior + deflator otimista (5,44%) 

No varejo, o efeito da transição pode aparecer tanto nos preços ao consumidor quanto nas margens das empresas. 

Fonte: PLOA 2027 e análises de mercado. A metodologia consolidada da projeção não consta, até o momento, de publicação isolada do governo. 

A neutralidade da reforma será igual para todos?  

O impacto da transição dependerá da composição da carga, do setor e da estrutura de cada negócio.  

Acompanhar a transição exige olhar para além da alíquota.  

Leia mais conteúdos